Postado em: 01/11/2009 – 08:00h
Enviado por M.M
Até uns poucos anos atrás,
chamava-se a peculiar experiência de estar fora do corpo físico de projeção
astral, mas ultimamente ela tem sido chamada de experiência extracorpórea.
A viagem astral consiste, essencialmente, na projeção do corpo interior
ou personalidade etérica do corpo físico, geralmente durante o sono, mas
não exclusivamente. As projeções astrais acontecem na vigília e costumam
ser chamadas de "deslocamentos momentâneos". Entretanto, projeções
de qualquer amplitude são, quase sempre, parte da experiência onírica.
Nesse fenômeno, a pessoa adormecida viaja cobrindo distâncias diversas,
desde o teto de seu quarto até o outro lado do continente, e permanece
ligada ao corpo físico por um fio prateado que nem sempre lhe é visível.
Em essência, a projeção astral
pode ser atingida de duas maneiras: através da projeção voluntária do
eu interior para um local predeterminado ou, o que é muito mais comum,
através da dissociação involuntária, durante o sono, do eu interior, que
viaja então até lugares distantes. Muitos, senão todos os eventos observados
ou vivenciados em estado astral, são recordados ao despertar com a mesma
clareza intensa e nítida que caracteriza os verdadeiros sonhos psíquicos.
As projeções astrais se incluem
entre os sonhos psíquicos porque partilham das mesmas características
básicas: observação pelo sonhador de material ou situações para ele desconhecidos
em estado consciente; não consideração do tempo e espaço convencionais;
e capacidade de recordar as experiências, ao acordar, com impressionante
clareza. São, em outro sentido, o oposto dos sonhos psíquicos e, em grau
menor, dos sonhos de percepção extrasensorial. Isto porque, nestas duas
últimas categorias, o material externo é comunicado ao sonhador, enquanto
nos sonhos de experiências extracorpóreas o sonhador sai de seu meio ambiente
físico para fazer ele mesmo a observação, recordando, ao regressar, o
que viu ou vivenciou. Além disso, ha um quarto elemento ausente nos demais
sonhos psíquicos: a ocasional observação do eu interior do sonhador por
observadores externos, geralmente despertos.
Os habituais efeitos físicos
e emocionais da projeção astral são os seguintes:
- Sensação de extremo cansaço ao despertar,
mesmo que a pessoa tenha dormido durante horas;
- No final de cada projeção, sensação de
queda de grande altura, de estar girando em direção ao solo, geralmente
acompanhada pelo medo de cair. Isso representa apenas a reação física
à "desaceleração" de vibrações, que se dá à medida que o eu
interior retorna ao invólucro físico, restabelecendo a ligação com ele;
- A nítida lembrança de ter atravessado muros
aparentemente sólidos ou de ter visto de cima o próprio corpo, geralmente
no início da viagem. Sensações de estar flutuando para fora do corpo,
primeiro devagar, elevando-se até o teto do quarto, depois ganhando velocidade,
às vezes fulminante, deslocando-se rapidamente pela paisagem; observação,
ao mesmo tempo, dos marcos físicos em volta e, às vezes, sensações de
conforto ou desconforto devidas à temperatura, tais como calafrios, umidade
ou calor. Ocasionalmente, observação de um fio prateado atrás de si, que
tornava a se enrolar por ocasião do regresso;
- Ao fim da viagem ou no local de destino,
observação de pessoas ou cenas, geralmente com incapacidade de estabelecer
contato através da fala. Ha registro de contatos visuais;
- Plena posse das faculdades de raciocínio
durante o sonho.
Muitas projeções astrais
tem lugar durante operações ou quando se está sob efeito de anestesia.
Essas formas artificiais de dissociação parecem estimular a fuga astral,
e os registros de pesquisas psíquicas estão repletos de depoimentos de
pessoas que assistiram às suas próprias operações enquanto pairavam num
canto do teto, acima da mesa de cirurgia.
A Sra. Marie F., de Paris,
estava dando à luz a seu terceiro bebê quando teve início uma hemorragia
e seu eu interior abandonou o corpo pela cabeça. Ela assistiu a tudo o
que acontecia na sala de cirurgia, pairando acima da mesma. Em seguida,
deixou a sala e foi visitar "outras almas", como ela mesma disse,
quando então pode escolher entre ficar ou voltar para o plano terrestre.
Tendo decidido voltar, despertou na mesa de operação, conservando a lembrança
de tudo o que vira no período em que permaneceu aparentemente inconsciente.
PLANETA;
Redação; Sonhos Psíquicos: Sondando o Outro Lado da Vida; São Paulo,
SP; Revista; Mensário;
N.º 128-B; Maio, 1983; ilus.; Editora Três; p. 50-57.
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