sábado, 31 de outubro de 2009

Seitas Secretas

Opus Dei

O Index Librorum Prohibitorum foi um instrumento criado pela Inquisição da Igreja Católica com o objetivo de resguardar a ortodoxia teológica. Saiba mais...


Em uma consulta rápida à enciclopédia digital Wikipedia aprendemos que o Index Librorum Prohibitorum foi um instrumento criado pela Inquisição da Igreja Católica com o objetivo de resguardar a ortodoxia teológica. Trata-se de uma relação de livros cuja leitura estava proibida para os católicos por serem considerados imorais, porque continham erros teológicos, ou ainda por ter um caráter herético ou por apresentar deficiência moral, sexualidade explícita ou incorreção política, entre outros motivos.
Apesar do Index Librorum Prohibitorum ter sido abolido em 1966 pelo Papa Paulo VI e de a enciclopédia digital dizer que “outras religiões (...) continuam a exercer a censura”, o que levaria à idéia de que os católicos estariam livres desse tipo de tutela, o Index ainda existe para pelo menos uma parte deles, aqueles que pertencem ao Opus Dei, uma seita secreta fanatica que só é permitida à entrada de gente rica de nivel universitário, sendo assim como o pobre não é permitida a entrada nela. Para os membros dessa seita, os livros são classificados de nível 1 (obra sem inconveniente) ao nível 6 (proibição moral geral). Assim, acreditamos que o Index do Opus Dei acaba de ganhar uma nova obra. Trata-se do livro Opus Dei, a falsa Obra de Deus – Alerta às famílias católicas, de Elisabeth Castejón Lattaro Silberstein (sem editora, 2005, 336p. [2] )

Quem teve a possibilidade de conhecer um pouco da história da autora por meio de outras publicações, sabe que Elisabeth Silberstein tem um filho que permanece, até o momento, como membro numerário [3] do Opus Dei. E sabe também da luta que ela trava para libertá-lo. Mas quem, diante desse histórico, esperava que o livro fosse um emaranhado de lamentos de mãe pode ter uma surpresa durante a leitura da obra. Pois Elisabeth Silberstein pouco fala sobre o seu drama pessoal e o seu trabalho apresenta-se como um valioso instrumento para a compreensão desse fenômeno enquistado na Igreja Católica.
Ela procurou conhecer o que havia afastado seu filho da família e os motivos que levam uma pessoa bem formada e inteligente a abrir mão do direito de autonomia de maneira radical, tornando-se inclusive incapaz de avaliar a realidade sem a mediação da doutrina nele interiorizada. É o material coletado em suas pesquisas que compõe a obra agora apresentada à nossa apreciação. Parte desse material é tradução de sites como, por exemplo, o Odan (Opus Dei Awareness Network), ou compilação de material publicado no site opuslivre (http://www.opuslivre.org). Elisabeth Silberstein não esconde isso. Ao contrário, é extremamente generosa, pois partilha conosco aquilo que descobriu fornecendo uma longa lista de endereços a serem visitados por todos aqueles que, quaisquer que sejam os seus motivos, desejem ou precisem pesquisar o assunto em questão.
O livro Opus Dei, a falsa Obra de Deus – Alerta às famílias católicas é diferente do livro Opus Dei – Os Bastidores. Enquanto Bastidores tem a sua tônica nos depoimentos de ex-membros dessa prelazia da Igreja Católica e com eles constrói a análise do modus operandi dessa instituição, o livro Opus Dei, a falsa Obra de Deus – Alerta às famílias católicas é um trabalho de outra natureza: ele está mais centrado na organização da instituição, ainda que apresente vários depoimentos.


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O Clube Hellfire


Grupo que se encontrava em uma igreja satânica embaixo de uma igreja católica. Se entregavam a orgias profanas e talvez rituais de magia negra.




Localizada no sudeste da Inglaterra, a grande e temida cidade de Londres sempre teve uma reputação de iniqüidade. No séc XVII, quando 80% da cidade ardia em um grande incêndio, alguns acreditavam que era a ira de Deus. Eles diziam que o ano 1666 era a prova de que o anticristo estava solto no mundo. Mas enquanto os pobres se preparavam para o apocalipse, sociedades secretas lideradas pelas classes dominantes se divertiam como se não houvesse amanhã. E alguns suspeitavam que a sua diversão decadente incluía orgias regadas a álcool e celebrações a Satã.
Andando pelas ruas de Londres hoje, é difícil imaginar que a Londres do séc XVIII podia ser um lugar brutal e caótico pra se viver. Mas o vício e a devassidão não eram exclusivos aos cortiços da cidade. De fato, alguns dos nobres mais seletos de Londres eram membros de sociedades secretas, grupos de aristocratas embotados em busca de emoções, dando festas loucas. Mas quando se cansaram das orgias, alguns se voltaram para atividades mais sinistras, e a única maneira de evitar os olhos curiosos de uma cidade apinhada era sair dela e ir para o subterrâneo.
A 58 km de Londres, a cidade de West Wycombe era o quartel general subterrâneo do Clube Hellfire (em português, Fogo do Inferno). Formado por um bando de aristocratas que se entregava a orgias profanas e talvez rituais de magia negra.
Em uma campina a cerca de 2 horas de Londres existe uma igreja no topo de um morro, construída por Sir Francis Dashwood, que foi o homem que escavou as cavernas de Hellfire. As cavernas ficam 30 metros abaixo da igreja. A igreja leva o nome de São Lourenço, o santo patrono das prostitutas.

Embaixo da igreja existe uma série de túneis e câmaras onde o clube Hellfire se reunia, mas ainda não se sabe exatamente o que eles faziam naquele lugar escuro.

Sir Francis Dashwood e todos os outros membros do clube Hellfire desciam uma rampa para entrar e participar das cerimônias e rituais.
Todo o local foi escavado a mão, apenas com pás e picaretas. Os túneis começaram como uma mina de greda em 1749, encomendados por Dashwood para oferecer trabalho para os agricultores locais que tiveram uma colheita ruim. Mas em alguns anos Dashwood havia começado a transformar as minas em outra coisa. Um covil secreto, projetado para se parecer com uma caverna que levava para o inferno.
A passagem principal se estende por mais de 800 metros abrindo-se em câmaras maiores, sendo a maior o Salão de Banquetes de 117 metros quadrados, antes de terminar em uma piscina de água.



Nos idos de 1700 um barqueiro secretamente fazia a travessia de membros do clube através desse chamado rio Estige até a entrada do ultra secreto templo interior. A Disposição confusa dos túneis era intencional. Sir Francis e os membros de seu clube tinham reputações a proteger. Sir Francis era um aristocrata membro do parlamento e grande amigo de Benjamin Franklin, que também freqüentava o local ou qualquer lugar onde houvesse uma reunião do clube Hellfire, juntamente com outros amigos de Dashwood, todos nobres da época, outros membros do parlamento, juízes e aristocratas.
Embora todos os registros do clube tenham sido queimados após a sua ultima reunião em 1774, numerosos relatos de segunda mão afirmam que Dashwood nomeou a si mesmo primeiro Abade do clube, e os 12 membros fundadores eram os apóstolos. Eles bebiam, jogavam e freqüentemente levavam prostitutas a quem chamavam de “freiras”. Alegava-se até que muitas mulheres da nobreza serviam voluntariamente como altares vivos durante as missas negras. Uma versão perversa e satânica das cerimônias cristãs. Mas o clube queria fazer pouco da religião ou realmente invocar Satã?
Isso é muito estranho. Porque esses homens eram os mais poderosos da Grã Bretanha naquela época e iam até os túneis pra se divertir de maneira ritual. Por que eles faziam isso? Poderia ser apenas um clube de diversão dos ricos, uma espécie de clube da fantasia. Mas se Dashwood e seus camaradas fossem apanhados realizando uma missa negra eles cairiam em desgraça!
Crimes de sacrilégio eram considerados muito graves naquela época e eram cruelmente punidos. Dashwood se arriscou e desafiou o destino ao construir um clube de modo a imitar a entrada do inferno. Foram reproduzidos artificialmente detalhes de uma caverna para dar uma sensação cada vez mais exacerbada de profundidade, indo cada vez mais fundo no inferno, sem contar que o local está a 100 metros abaixo da igreja! É bizarro pensar que Dashwood construiu uma igreja pra Deus em cima, mas 100 metros abaixo poderia estar adorando Satã.



No templo interior, o coração do complexo de cavernas, os novos membros do clube eram iniciados. Se realmente houveram rituais satânicos, eram ali que aconteciam. Todos os caminhos levam a esse lugar, mas ninguém sabe exatamente o que acontecia ali. Porém, sabe-se através de relatos verbais passados de um ao outro que havia pentagramas desenhados no chão e entoação de cânticos em invocação ao demônio.

 É meio suspeito que homens com essa “estatura” na sociedade colocariam sua reputação em risco, permitindo às pessoas especularem sobre o que acontecia ali embaixo.
No entanto os boatos sobre o clube começaram a se espalhar e ficou perigoso demais continuar. Então, em 1774 o clube Hellfire foi desativado. E quando Dashwood morreu de causas naturais em 1781 os segredos do clube se perderam para sempre.


(Este texto foi baseado na fala de Don Wildman, apresentador da série Cidades Ocultas no episódio Londres - Cidade Sangrenta, do The History Channel.)
Mais Fotos do local podem ser vistas no site Blather.net
Fonte:


Episódio Londres - Cidade Sangrenta, da Série Cidades Ocultas (The History Channel)


Fotos retiradas do site Blather.net e Wikipédia

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