sábado, 31 de outubro de 2009

Seitas Secretas

Opus Dei

O Index Librorum Prohibitorum foi um instrumento criado pela Inquisição da Igreja Católica com o objetivo de resguardar a ortodoxia teológica. Saiba mais...


Em uma consulta rápida à enciclopédia digital Wikipedia aprendemos que o Index Librorum Prohibitorum foi um instrumento criado pela Inquisição da Igreja Católica com o objetivo de resguardar a ortodoxia teológica. Trata-se de uma relação de livros cuja leitura estava proibida para os católicos por serem considerados imorais, porque continham erros teológicos, ou ainda por ter um caráter herético ou por apresentar deficiência moral, sexualidade explícita ou incorreção política, entre outros motivos.
Apesar do Index Librorum Prohibitorum ter sido abolido em 1966 pelo Papa Paulo VI e de a enciclopédia digital dizer que “outras religiões (...) continuam a exercer a censura”, o que levaria à idéia de que os católicos estariam livres desse tipo de tutela, o Index ainda existe para pelo menos uma parte deles, aqueles que pertencem ao Opus Dei, uma seita secreta fanatica que só é permitida à entrada de gente rica de nivel universitário, sendo assim como o pobre não é permitida a entrada nela. Para os membros dessa seita, os livros são classificados de nível 1 (obra sem inconveniente) ao nível 6 (proibição moral geral). Assim, acreditamos que o Index do Opus Dei acaba de ganhar uma nova obra. Trata-se do livro Opus Dei, a falsa Obra de Deus – Alerta às famílias católicas, de Elisabeth Castejón Lattaro Silberstein (sem editora, 2005, 336p. [2] )

Quem teve a possibilidade de conhecer um pouco da história da autora por meio de outras publicações, sabe que Elisabeth Silberstein tem um filho que permanece, até o momento, como membro numerário [3] do Opus Dei. E sabe também da luta que ela trava para libertá-lo. Mas quem, diante desse histórico, esperava que o livro fosse um emaranhado de lamentos de mãe pode ter uma surpresa durante a leitura da obra. Pois Elisabeth Silberstein pouco fala sobre o seu drama pessoal e o seu trabalho apresenta-se como um valioso instrumento para a compreensão desse fenômeno enquistado na Igreja Católica.
Ela procurou conhecer o que havia afastado seu filho da família e os motivos que levam uma pessoa bem formada e inteligente a abrir mão do direito de autonomia de maneira radical, tornando-se inclusive incapaz de avaliar a realidade sem a mediação da doutrina nele interiorizada. É o material coletado em suas pesquisas que compõe a obra agora apresentada à nossa apreciação. Parte desse material é tradução de sites como, por exemplo, o Odan (Opus Dei Awareness Network), ou compilação de material publicado no site opuslivre (http://www.opuslivre.org). Elisabeth Silberstein não esconde isso. Ao contrário, é extremamente generosa, pois partilha conosco aquilo que descobriu fornecendo uma longa lista de endereços a serem visitados por todos aqueles que, quaisquer que sejam os seus motivos, desejem ou precisem pesquisar o assunto em questão.
O livro Opus Dei, a falsa Obra de Deus – Alerta às famílias católicas é diferente do livro Opus Dei – Os Bastidores. Enquanto Bastidores tem a sua tônica nos depoimentos de ex-membros dessa prelazia da Igreja Católica e com eles constrói a análise do modus operandi dessa instituição, o livro Opus Dei, a falsa Obra de Deus – Alerta às famílias católicas é um trabalho de outra natureza: ele está mais centrado na organização da instituição, ainda que apresente vários depoimentos.


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O Clube Hellfire


Grupo que se encontrava em uma igreja satânica embaixo de uma igreja católica. Se entregavam a orgias profanas e talvez rituais de magia negra.




Localizada no sudeste da Inglaterra, a grande e temida cidade de Londres sempre teve uma reputação de iniqüidade. No séc XVII, quando 80% da cidade ardia em um grande incêndio, alguns acreditavam que era a ira de Deus. Eles diziam que o ano 1666 era a prova de que o anticristo estava solto no mundo. Mas enquanto os pobres se preparavam para o apocalipse, sociedades secretas lideradas pelas classes dominantes se divertiam como se não houvesse amanhã. E alguns suspeitavam que a sua diversão decadente incluía orgias regadas a álcool e celebrações a Satã.
Andando pelas ruas de Londres hoje, é difícil imaginar que a Londres do séc XVIII podia ser um lugar brutal e caótico pra se viver. Mas o vício e a devassidão não eram exclusivos aos cortiços da cidade. De fato, alguns dos nobres mais seletos de Londres eram membros de sociedades secretas, grupos de aristocratas embotados em busca de emoções, dando festas loucas. Mas quando se cansaram das orgias, alguns se voltaram para atividades mais sinistras, e a única maneira de evitar os olhos curiosos de uma cidade apinhada era sair dela e ir para o subterrâneo.
A 58 km de Londres, a cidade de West Wycombe era o quartel general subterrâneo do Clube Hellfire (em português, Fogo do Inferno). Formado por um bando de aristocratas que se entregava a orgias profanas e talvez rituais de magia negra.
Em uma campina a cerca de 2 horas de Londres existe uma igreja no topo de um morro, construída por Sir Francis Dashwood, que foi o homem que escavou as cavernas de Hellfire. As cavernas ficam 30 metros abaixo da igreja. A igreja leva o nome de São Lourenço, o santo patrono das prostitutas.

Embaixo da igreja existe uma série de túneis e câmaras onde o clube Hellfire se reunia, mas ainda não se sabe exatamente o que eles faziam naquele lugar escuro.

Sir Francis Dashwood e todos os outros membros do clube Hellfire desciam uma rampa para entrar e participar das cerimônias e rituais.
Todo o local foi escavado a mão, apenas com pás e picaretas. Os túneis começaram como uma mina de greda em 1749, encomendados por Dashwood para oferecer trabalho para os agricultores locais que tiveram uma colheita ruim. Mas em alguns anos Dashwood havia começado a transformar as minas em outra coisa. Um covil secreto, projetado para se parecer com uma caverna que levava para o inferno.
A passagem principal se estende por mais de 800 metros abrindo-se em câmaras maiores, sendo a maior o Salão de Banquetes de 117 metros quadrados, antes de terminar em uma piscina de água.



Nos idos de 1700 um barqueiro secretamente fazia a travessia de membros do clube através desse chamado rio Estige até a entrada do ultra secreto templo interior. A Disposição confusa dos túneis era intencional. Sir Francis e os membros de seu clube tinham reputações a proteger. Sir Francis era um aristocrata membro do parlamento e grande amigo de Benjamin Franklin, que também freqüentava o local ou qualquer lugar onde houvesse uma reunião do clube Hellfire, juntamente com outros amigos de Dashwood, todos nobres da época, outros membros do parlamento, juízes e aristocratas.
Embora todos os registros do clube tenham sido queimados após a sua ultima reunião em 1774, numerosos relatos de segunda mão afirmam que Dashwood nomeou a si mesmo primeiro Abade do clube, e os 12 membros fundadores eram os apóstolos. Eles bebiam, jogavam e freqüentemente levavam prostitutas a quem chamavam de “freiras”. Alegava-se até que muitas mulheres da nobreza serviam voluntariamente como altares vivos durante as missas negras. Uma versão perversa e satânica das cerimônias cristãs. Mas o clube queria fazer pouco da religião ou realmente invocar Satã?
Isso é muito estranho. Porque esses homens eram os mais poderosos da Grã Bretanha naquela época e iam até os túneis pra se divertir de maneira ritual. Por que eles faziam isso? Poderia ser apenas um clube de diversão dos ricos, uma espécie de clube da fantasia. Mas se Dashwood e seus camaradas fossem apanhados realizando uma missa negra eles cairiam em desgraça!
Crimes de sacrilégio eram considerados muito graves naquela época e eram cruelmente punidos. Dashwood se arriscou e desafiou o destino ao construir um clube de modo a imitar a entrada do inferno. Foram reproduzidos artificialmente detalhes de uma caverna para dar uma sensação cada vez mais exacerbada de profundidade, indo cada vez mais fundo no inferno, sem contar que o local está a 100 metros abaixo da igreja! É bizarro pensar que Dashwood construiu uma igreja pra Deus em cima, mas 100 metros abaixo poderia estar adorando Satã.



No templo interior, o coração do complexo de cavernas, os novos membros do clube eram iniciados. Se realmente houveram rituais satânicos, eram ali que aconteciam. Todos os caminhos levam a esse lugar, mas ninguém sabe exatamente o que acontecia ali. Porém, sabe-se através de relatos verbais passados de um ao outro que havia pentagramas desenhados no chão e entoação de cânticos em invocação ao demônio.

 É meio suspeito que homens com essa “estatura” na sociedade colocariam sua reputação em risco, permitindo às pessoas especularem sobre o que acontecia ali embaixo.
No entanto os boatos sobre o clube começaram a se espalhar e ficou perigoso demais continuar. Então, em 1774 o clube Hellfire foi desativado. E quando Dashwood morreu de causas naturais em 1781 os segredos do clube se perderam para sempre.


(Este texto foi baseado na fala de Don Wildman, apresentador da série Cidades Ocultas no episódio Londres - Cidade Sangrenta, do The History Channel.)
Mais Fotos do local podem ser vistas no site Blather.net
Fonte:


Episódio Londres - Cidade Sangrenta, da Série Cidades Ocultas (The History Channel)


Fotos retiradas do site Blather.net e Wikipédia
ESPECIAL VIDA FORA DA TERRA. EXISTE?

Os extra-terrestres e os OVNIs existem, mas o governo dos EUA oculta a sua existência, foi o que disse um ex-astronauta da NASA. Edgar Mitchell explicou que em 1974 tentou investigar o famoso caso conhecido como “Incidente Roswell”, que descrevia a queda de uma nave extra terrestre no nosso planeta, mas quando as investigações estavam no bom caminho, foi proibido de continuar e a investigação foi pelo cano abaixo.

“Não estamos sós. O nosso destino, na minha opinião, é terminar formando parte de uma comunidade planetária. Temos de estar dispostos a ir mais além do nosso planeta e mais além do nosso Sistema Solar, para investigar o que realmente está a acontecer lá fora”, declarou Mitchell, de 78 anos.

A NASA já reagiu aos comentários de Mitchell, garantindo que “não realizar nenhum tipo de seguimento dos OVNIS” nem formar parte “de nenhum encobrimento da vida além da Terra”.
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Prof. Renato Las Casas e Divina Mourão (01/11/98):
A ciência acadêmica não acredita em discos voadores, mas acredita em vida extraterrestre inteligente. Segundo os cientistas, não existem evidências que amparem a idéia de seres de outros planetas visitarem a Terra nem de que exista vida inteligente no sistema solar fora da Terra. As grandes distâncias entre as estrelas e a limitação das velocidades que os corpos podem adquirir tornam extremamente improváveis tais visitas.
Nas últimas décadas, porém, têm sido travadas discussões, constantemente atualizadas, sobre a probabilidade de vida extraterrestre. Por todo o mundo, milhões de dólares anuais são gastos em pesquisas que buscam a detecção de sinais emitidos por civilizações inteligentes extraterrestres.

O grande avanço tecnológico característico de nossa época pode estar nos levando a passos largos para a detecção desses sinais que, uma vez captados, confirmando a existência de vida extraterrestre inteligente, podem vir a alterar significativamente a sociedade humana atual.



A EQUAÇÃO DE FRANK DRAKE


Em 1961, Frank Drake, astrônomo norte-americano, atual diretor do Instituto SETI, publicou uma equação que pretende fornecer o número de civilizações inteligentes e que desenvolveram tecnologia em nossa galáxia. Essa equação ficou conhecida como equação de Frank Drake. Sábado próximo, como acontece todo primeiro sábado do mês, o Observatório Astronômico da UFMG na Serra da Piedade (OAP) estará aberto ao público com uma programação onde dará especial atenção ao tema vida extraterrestre e a essa equação.
Simplicidade

Ao se analisar pela primeira vez essa equação, percebe-se a sua grande simplicidade. Não é necessário intimidade com as ciências exatas para entendê-la. A equação de Frank Drake fornece o número de civilizações em nossa galáxia que são inteligentes, desenvolveram tecnologia e são assim capazes de emitir sinais detectáveis por nós, assim como de detectar sinais que nós emitimos ("civilizações comunicantes"). Chegamos a esse número através da multiplicação simples de sete termos ou parcelas. A equação de Frank Drake é simples, mas chegar a valores razoáveis para cada uma dessas sete parcelas é extremamente difícil e complicado.

A Equação

N = E x P x S x V x I x T x C; onde N é o número de civilizações comunicantes em nossa galáxia; E é o número de estrelas que se formam por ano na nossa galáxia; P é a fração, dentre as estrelas formadas, que possui sistema planetário; S é o número de planetas com condições de desenvolver vida por sistema planetário; V é a fração desses planetas que de fato desenvolve vida; I é a fração, dentre os planetas que desenvolvem vida, que chega a vida inteligente; T é a fração, dentre os planetas que chegam a vida inteligente, que desenvolve tecnologia e C é a duração média, em anos, de uma civilização inteligente.

Astronomia


Encontrar valores para E, P e S é tarefa da Astronomia. Com base nas teorias atuais sobre formação de estrelas, não parece que estamos sujeitos a grandes erros se considerarmos E = 10,P = 1 e S = 1. A multiplicação dessas três parcelas nos permite dizer que, por ano, se formam 10 planetas em nossa galáxia com condições de abrigar vida.

Biologia


Encontrar valores para V e I é tarefa da Biologia. Principalmente pela falta de outra amostra para a observação da vida, que não a Terra, temos grande incerteza na atribuição de valores para essas duas parcelas. Vamos considerar que de dez planetas com possibilidades de desenvolvimento de vida, essa só se desenvolva efetivamente em um deles (V=0,1). Da mesma forma, vamos considerar que de dez planetas que desenvolvam vida, um chegue a vida inteligente (I = 0,1).


Ciências Sociais

T e C estão na área político-sócio-econômica. A incerteza na atribuição de valores para essas duas parcelas é imensa. Também aqui vamos considerar que de dez planetas que alcancem vida inteligente, um desenvolva tecnologia (T = 0,1). Por fim, qual a duração média de uma civilização comunicante? A resposta a essa pergunta também envolve algum conhecimento de Astronomia. (Note que essa pergunta está intimamente ligada ao futuro da espécie humana. Há apenas cerca de 60 anos podemos nos intitular "civilização comunicante" e a Terra ainda poderá existir por uns 4,5 bilhões de anos, tempo de existência que ainda resta ao sistema solar.) Alguns mais pessimistas acreditam que já estamos prestes a nos auto-destruir. Alguns mais otimistas acreditam que o único limite para a nossa civilização é a destruição do sistema solar. Existe também a possibilidade de destruição de nosso planeta em uma colisão com um cometa ou meteoro. Mesmo sabendo que estamos sujeitos a um grande erro, vamos considerar C = 10 milhões.



Visão Otimista


A atribuição dos valores para as parcelas acima foi feita norteada pela ciência atual, porém, com visões bastante otimistas acerca da vulgaridade da vida no universo, de tal forma que podemos falar que estamos obtendo o número máximo possível de civilizações comunicantes em nossa galáxia.



Após multiplicarmos as parcelas acima, chegamos a 1 milhão. Isso quer dizer que é possível que tenhamos 1 milhão de civilizações, só em nossa galáxia, que mais do que inteligentes, desenvolveram tecnologia e são capazes de se comunicar conosco.


O INSTITUTO SETI


A palavra "SETI" é formada pelas iniciais de "Search for Extra Terrestrial Inteligence" (Em busca de inteligência extraterrestre). O objetivo do Instituto Seti, com sede nos Estados Unidos, é a pesquisa e o desenvolvimento de projetos educacionais relacionados ao estudo da vida no universo. O projeto é mantido pela Nasa, União Astronômica Internacional e várias instituições públicas e privadas.







A pergunta principal que se pretende responder através desse instituto - "Estamos sozinhos no universo?" - vem acompanhada de outras do tipo: Como o desenvolvimento biológico em nosso planeta se enquadra no cenário global do desenvolvimento no universo? Inteligência é um evento raro ou comum no universo? Civilizações tecnológicas duram longos períodos ou se auto-destroem ou simplesmente desaparecem em alguns séculos, quem sabe vítimas de alguma catástrofe?

Para responder a essas perguntas, o Instituto Seti realiza pesquisa em diversas áreas do conhecimento - Astronomia, Ciências da Terra, Evolução Química, Origem da Vida, Evolução Biológica, Evolução Cultural.

O Projeto Fênix


O principal projeto do Instituto Seti é o Fênix (pássaro mitológico do Egito antigo que renasce das cinzas), que se dedica à detecção e análise de ondas de rádio (na faixa de 1.000 a 3.000 MHz) vindas do espaço, procurando identificar algum sinal produzido artificialmente (por algum ser inteligente). Para isso, o projeto Fênix gasta entre quatro e cinco milhões de dólares anualmente e utiliza os maiores radiotelescópios do mundo. Os alvos são estrelas dentro de uma vizinhança relativamente grande do Sol. Todas as estrelas observadas até hoje estão a uma distância inferior a 200 anos-luz do Sol (um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano e equivale a 9,5 trilhões de Km).

O QUE SÃO RADIOTELESCÓPIOS


Os radiotelescópios são grandes antenas capazes de detectar ondas eletromagnéticas com freqüência de vibração na faixa conhecida por rádio (como as ondas para transmissão de rádio e televisão e também por radares militares).


Entre as estrelas há muita poeira e muito gás. Qualquer sinal (onda eletromagnética) emitido por uma estrela vai sendo absorvido à medida que avança por esse meio interestelar. A taxa de absorção das ondas eletromagnéticas no meio interestelar varia com a freqüência da onda. Ondas eletromagnéticas na faixa rádio são pouco absorvidas, o que faz com que elas possam ser detectadas a grandes distâncias do ponto emissor.

No projeto Fênix, são detectadas ondas de rádio na faixa de 1.000 a 3.000 MHz (microondas). Se uma civilização está emitindo alguma radiação com o intuito de ser detectada por outra civilização inteligente, é possível que emita esse sinal próximo à freqüência de 1.420 Hz, que corresponde à freqüência de uma radiação natural do hidrogênio interestelar, que existe em grande quantidade por todo o universo. Qualquer civilização inteligente deve saber disso e ter aparelhos capazes de fazer medidas nessa faixa do espectro.

Existem algumas características que permitem saber se uma onda eletromagnética foi produzida por algum processo natural ou por alguma inteligência, além de sinais codificados em um ritmo, por exemplo, que seriam de fácil evidência. Uma delas é a "largura espectral" de linhas, isto é, se estivéssemos captando um som em um rádio, por exemplo, tanto maior seria a largura espectral de uma linha quanto mais se girasse o botão de sintonia do rádio, continuando a captar aquele som.

Sinais naturais têm grande largura espectral; sinais artificiais podem ser produzidos com baixas larguras espectrais. O projeto Fênix procura identificar sinais com largura espectral inferior a 300 Hz.





                                  Rádio Telescópio de Arecibo (Porto Rico) - O maior do mundo
 
 
Antes de afirmar que os UFOs são veículos comandados por uma inteligência extra-terrestre, temos que analisar a possibilidade de que a mesma exista.

Oficialmente, o planeta Terra é o único planeta em que se sabe haver vida, em especial vida inteligente. Conhecimentos básicos de astronomia, no entanto, deixam no mínimo, dúvidas sobre tal afirmação. Levemos em conta que nosso planeta, ao lado de outros oito, gira em torno de uma estrela que chamamos de Sol, cuja idade não ultrapassa cinco bilhões de anos. O Sol faz parte de um aglomerado de estrelas (chamado galáxia) com o romântico nome de Via Láctea. As estimativas menos otimistas dizem que a Via Láctea é formada por cem bilhões de outras estrelas, mais ou menos novas que o nosso Sol. Há estimativas que elevam esse número até quatrocentos bilhões de estrelas. Os últimos estudos mostram o espantoso número de cinqüenta bilhões de outras galáxias espalhadas pelo nosso universo tridimensional conhecido. E esses números crescem em relação direta ao avanço técnico dos equipamentos para observações astronômicas.


Estatisticamente falando, esses números já seriam mais que suficientes para fazer os astrônomos pensarem que realmente deve haver estrelas com planetas ao seu redor que abriguem vida inteligente. Porém, mais que simples cifras, recentes descobertas têm feito até os mais céticos reverem suas posições. Vejamos, por exemplo, que ao ser redigido este texto, a existência de mais de cinqüenta planetas já foi confirmada pelos observatórios de superfície e/ou em órbita terrestre. E nos referimos aqui a planetas circundando outras estrelas a dezenas de anos-luz de distância, ou seja um raio de análise muito pequeno se comparado com o diâmetro de nossa galáxia que é de cem mil anos-luz.






O que dizer , então, de descobertas mais objetivas? O mundo parou de respirar por alguns instantes quando, em 1996, um grupo de cientistas americanos, ao lado do presidente Clinton, revelou ter descoberto microrganismos fossilizados em uma rocha originária do planeta Marte. Ainda que muitos coloquem em dúvida tal afirmação, por questões técnicas que na cabem nesse resumo, o fato é que houve uma enorme mobilização do governo americano no intuito de averiguar mais de perto o assunto, aumentando vertiginosamente o orçamento para o estudo do chamado planeta vermelho.

Bem mais longe que Marte, os astrofísicos têm, a cada dia, aumentado o número de informações sobre estrelas distantes que instigam ainda mais a imaginação dos cientistas de todo o mundo. Informações essas que se referem, entre outras coisas, à presença de substâncias básicas necessárias para o surgimento de vida como a conhecemos.

Ora, bactérias não constróem naves e viajam a outros sistemas estelares. Portanto, qual a importância desses dados para os ufólogos? Se levarmos em conta que a idade estimada de nosso planeta é de 4,5 bilhões de anos e que o Homo Sapiens Sapiens surgiu há apenas algumas dezenas de milhares de anos (pelo menos é o que diz a ciência acadêmica). E, além disso, se levarmos em conta que o universo conhecido existe há aproximadamente quinze bilhões de anos, aí teremos algo realmente interessante para pensarmos. Quantas civilizações com alto grau de inteligência não teriam aparecido e , talvez até desaparecido nesse tempo todo ?

Já que não temos oficialmente resposta a essa pergunta em nossos registros históricos, talvez a encontremos nessas luzes e objetos que cruzam nossos céus todos os dias.


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Para mais informações acesse o site - http://www.ufo.com.br/



ENTREVISTA EXCLUSIVA

Enviada pelo usuário Gabriel Martines - SP - 31/10/2009 - 15:00h.

Entrevistas Exclusivas com Padre Quevedo



Trechos de entrevistas com Padre Quevedo em vários jornais e revistas

Aos 7 anos de idade, depois de viver um exílio forçado em seu próprio país por causa do fuzilamento do pai pela Frente Popular Espanhola-regime político de republicanos e comunistas, que substituiu a monarquia-, o menino Oscar G. Quevedo se tornou ávido leitor de livros espíritas. O trauma provocado pela morte do pai, Manoel Gonzáles Quevedo, um deputado tradicionalista de Madri, ligado à corte do rei Alfonso XIII, transformara o garoto em uma criança extremamente supersticiosa. Morando clandestinamente em Gibraltar com um tio (irmão da mãe) que acreditava no espiritismo, foi orientadoa buscar naquela literatura, as razões da superstição adquirida.A partir dali acabou descobrindo a vocação religiosa quando estudava humanidades na Universidade de Salamanca, no norte da Espanha. A seguir, se formou em filosofia e psicologia na Universidade de Santander e decidiu ir para um seminário jesuíta. Aprofundou, então, seus estudos sobre o "Além", particularmente sobre mágica e ilusionismo.
O então reitor da faculdade de Filosofia, padre Vicente Gonzales, conhecendo o interesse de Oscar Quevedo pelo ocultismo, recomendou que ele viesse para o Brasil, campo fértil para pesquisadores do sobrenatural. Foi ordenado padre em 1961, em um seminário de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Fundou, a seguir, o Centro Latino Americano de Parapsicologia (CLAP), em São Paulo, que dirige até hoje, onde passa os dias, pesquisando na biblioteca com mais de 10.000 volumes que reuniu sobre paranormalidade. Somente sai dali quando se desloca qualquer ponto do país para ministrar cursos sobre parapsicologia, tema em que é hoje um dos maiores especialistas do mundo. Para tanto, lê, fala e escreve fluentemente outros quatro idiomas (latim, grego, hebraico e português) além de sua língua pátria, o espanhol. (Léo Alves)


1- Por que o senhor aceitou participar do programa "Fantástico", da Rede Globo?

Mesmo que eu, dentro das minhas poucas possibilidades financeiras, tivesse de pagar, aceitaria porque interessa ao meu trabalho, que é o de esclarecer, tirar superstições, confirmar verdades. O Brasil é o País mais supersticioso do mundo, lamentavelmente. Aqui, qualquer bobagem é considerada um milagre. E se disseminam religiões sem fundamento como em nenhum outro lugar. Até os cristãos católicos têm superstições. Esclarecer essas coisas é o meu trabalho e para isto fui chamado ao Brasil há quarenta anos. Então, não poderia perder uma possibilidade de estar numa mídia tão grande quanto a do Fantástico- embora não se possa explicar grande coisa no espaço de tempo que tenho. Mas é uma sementinha que vai ser plantada em milhões de pessoas, o que conta muito para meu apostolado.


2 - Um religioso superstar tipo o padre Marcelo Rossi traz que tipo de contribuição para o catolicismo?


O que o religioso pretende ou deve pretender como meta, é chegar ao maior número possível de pessoas. Se cantando, Padre Marcelo atrai multidões, isto é um instrumento evangelizador muito bom. São Paulo dizia também que, se não evangelizar, o apóstolo é como o sino que não faz barulho.


3- O Senhor se considera um cientista?


Eu não me considero, eu sou.Sou doutor em teologia. Em toda a minha vida, com cinco carreiras universitárias, me dediquei a estudar a parapsicologia. Portanto, não tenho o menor receio de afirmar que sou um cientista.


4 - O senhor não teme atrair para si antipatia social em razão de suas rigorosas opiniões contra o espiritismo?


A primeira obrigação do cientista é não atrever-se a emitir uma opinião que não seja a verdade. A segunda obrigação é não atrever-se a ocultar nada que seja verdade. Como cientista, estudo os fenômenos parapsicológicos em todo o mundo para apresentar à sociedade uma explicação reta. E, como sacerdote, sou uma pessoa interessada em eliminar os erros de interpretação, separar a verdade da superstição e diferenciar o verdadeiro do falso milagre. Portanto, não devo me preocupar por estar revelando a verdade sobre o que está traindo a verdadeira religião.


5 - Qual o teólogo que mais influenciou o seu pensamento?


Eu gosto muito de Karl Rhaner, porque é jesuíta e excelente parapsicólogo, além de grande teólogo, e tem mais uns três ou quatro grandes historiadores sacros e especialistas em parapsicologia.


6 - O senhor certamente leu o livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", do escritor português José Saramago. Ele apresenta um perfil mais humano de Cristo, o que não agradou a Igreja Católica em Portugal. Que avaliação o senhor faz do livro?


Como estilo literário, embora não seja a minha especialidade, gostei muito. Mas é de uma petulância doentia querer saber, no século 21, como foi Cristo, como se comportava Cristo. E, o que é pior, passando por cima das testemunhas escolhidas por Cristo, pessoas que o acompanharam. Além disso, os escritores contemporâneos de Cristo, todos eram gregos. Portanto, tudo o que foi escrito por eles e até Cícero, outro contemporâneo de Cristo, é a melhor verdade histórica de toda humanidade. Querer, agora, um literato, que nem teólogo é, que nem historiador é, que nem filósofo é, que nem parapsicólogo é, se pôr a falar sobre este tema no século 21, e ainda ganhar Prêmio Nobel, é uma loucura localizada.


7 - O senhor acredita na interligação de todas as religiões, a unificação de todos os nomes de Deus, como pretendem alguns? Admite, afinal, que Cristo, Buda, Krishna e Maomé são diferentes nomes da mesma divindade?


Coisas contraditórias não podem ser verdadeiras. Há religiões que consideram que tudo é Deus. Já o cristianismo acredita na ressurreição: o homem não morre, se transforma. A ressurreição, portanto, é incompatível com a reencarnação que é defendida por outras doutrinas. Embora existam partículas de verdades em todas as religiões, as contradições entre todas são fatos inquestionáveis. Por isso, acreditar que possam se unificar e definir seus deuses por um só nome, não é possível. Também, na época de Cristo havia muitas religiões e ele dizia que era preciso definir o que era a verdade, e mandou seus aóstolos ensinarem ao mundo a verdade. Se tem quem acredita nas partículas de verdade, tudo bem, acredite. Mas, como teólogo e cientista, encontro tantas coisas contraditórias que não posso aceitar que Buda, Krishna, Maomé e Cristo sejam uma mesma divindade. Não.


8 - O senhor nunca sofreu alguma censura oficial da Igreja?


Oficial, não. O Papa e os Bispos nunca se opuseram ao meu trabalho. Alguns padres ficaram meio desconfiados, chegaram a me chamar para explicar algumas coisas, mas só ficou nisso. Teve um superior meu que, por erro de informação, achou que a parapsicologia era coisa de herege, mas também com o tempo, tudo ficou esclarecido. Fui à Roma e dei todas as explicações e fui compreendido.


9 - O senhor nega a comunicação dos mortos com os vivos, entretanto, como explicar a transfiguração do Tabor (em Israel) quando Jesus foi envolvido por uma nuvem e nela apareceram Elias e Moisés? Não foi uma evidência de que os mortos aparecem?


Não. Moisés é um símbolo da Lei e Elias é um símbolo dos profetas. Cristo, ao transfigurar-se, num magnífico Milagre, simbolizou o despertar dos apóstolos que estavam como que dormindo.Foi quando São Pedro disse: "Façamos três tabernáculos e comentem o Evangelho". Isto aconteceu porque os apóstolos naquele momento, estavam completamente em transe, sem saber o que diziam- e a aparição de cristo para eles representou, simbolicamente, a Lei e os Profetas. Foi uma metáfora. É preciso que se saiba que, tomar os ensinamento da Bíblia ao pé da letra é falta de respeito. A transfiguração de Cristo foi um Milagre, mas as "presenças"(visões) de Moisés e Elias naquele episódio simbolizavam claramente a Lei e os Profetas, o que Cristo queria que os apóstolos se lembrassem.


10- Chico Xavier é uma fraude?


Pode ter fraudado alguma vez. A revista Manchete descobriu que ele escondia embaixo da mesa em que trabalhava uma bolsa de borracha que, quando apertava, soltava, pela sua manga, um cheiro de santidade. Se comprovou também outras fraudes nas chamadas materializações. Ele não contribuiu diretamente para isto porque estava em transe. Apesar de tudo, considero Chico Xavier um homem bom, um homem sincero. A psicografia, isto sim, nada tem a ver com o Além. É um transe. O próprio sobrinho de Chico Xavier, Amaury Pena, disse que foi treinado pelo tio para psicografar, porque estava sendo preparado para ser seu substituto. Infelizmente, ele moreu em um acidente de carro.Psicografar é uma escrita inconsciente, automática. Se Chico Xavier fosse um pouco mais culto nunca diria que psicografa, principalmente por Emmanuel, senador romano dos tempos de Cristo. Naquela época nenhum senador romano poderia se chamar Emmanuel, um nome católico-cristão, que significa "Deus-conosco". Além disso, se Chico Xavier psicografa um senador romano dos tempos de Cristo, então ele escreveria em Latim. Eu comprovei pessoalmente, várias vezes, que Chico Xavier não entende uma palavra em latim, não escreve em latim.


11 - Se o homem é um Cristo potencial, ele pode, então, chegar à estatura de Jesus Cristo aqui na Terra?


Já ouvi muitos disparates na minha vida, discutindo com setores espiritualistas, mas esse é um dos maiores. Por muito que o homem se desenvolva, nunca chegará à estatura de Cristo. Aos fanáticos que se intitulam como o novo Cristo, capazes de realizar os milagres que Ele fez para provar que era Deus, eu digo: Revitalizem os mortos, curem leprosos à distância. É pura fantasia o homem achar que pode um dia chegar à estatura de Cristo.


12 - Que avaliação a cúpula da Igreja Católica faz do seu trabalho?


No começo, há quarenta anos, quando cheguei ao Brasil, surgiram dificuldades, mal entendidos, sofri pressões por uns oito anos, mas depois, pouco a pouco, a verdade foi sendo aceita e, hoje, todos os jesuítas me apóiam, e também os bispos. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)mandou que eu fizesse, anualmente, cursos de parapsicologia para sacerdotes e agentes de pastoral. Então, tenho apoio irrestrito da igreja.


13 - O senhor acredita que a ciência e a religiosidade acabarão se encontrando como admitem alguns dos maiores expoentes da psicologia transpessoal?


Sem sombra de dúvida. A Psicologia transpessoal, a psicologia profunda de Viena também são reconhecidas pela Igreja Católica. A última encíclica do Papa João Paulo II, resumindo o pensamento universal, tanto da ciência quanto da religião, entendeu que não há incompatibilidade nenhuma entre a verdade religiosa e a verdade científica. Se a ciência só estuda a matéria, problema da ciência por esse desvio. Mas deveria observar todos os fatos inerentes ao mundo. A verdade religiosa e a verdade científica estão estudando temas diferentes, mas naquilo em que há coincidência, estamos estudando os mesmos fenômenos. A religião estuda o milagre como confirmação de uma doutrina, a ciência estuda o milagre como um fato observado no mundo. Por isto, com razão, ciência e fé podem e devem colaborar entre si.


14- O senhor se acha capaz de desmascarar as curas espirituais praticadas pelo curandeiro João de Deus, que atua em Abadiânia, nas proximidades de Brasília?


O João de Abadiânia é pura farsa, todo mundo sabe. Eu já fui lá e ele fugiu. Ele diz que incorpora o espírito do jesuíta Santo Inácio de Loyola. Ora, Santo Inácio de Loyola era basco e João de Abadiânia, quando se diz incorporado pelo santo, não fala uma palavra em espanhol. Santo Inácio estudou na Universidade de Paris e João de Abadiânia não sabe francês, nem fala nessa língua quando se diz incorporado. Santo Inácio viveu muitos anos em Roma e João não fala em italiano. Santo Inácio, como todos os padres da época, sabia latim. João de Abadiânia, não entende e nem fala uma só palavra em latim quando se diz incorporado. Ele mesmo quando está doente, vai aos médicos, não procura um curandeiro nem apela ao espírito de Santo Inácio de Loyola.


15- O guru goiano Carlos Pacini dizia curar pessoas com um abraço energético. O senhor acredita nessa possibilidade?

É absolutamente um truque ou sugestão. Se os doentes recebessem, como vasos comunicantes, energias, e os curandeiros transmitissem energias, imagine o que aconteceria com os médicos e enfermeiras que estão sempre ao lado de pessoas debilitadas? Se um curandeiro transmitisse energia como vaso comunicante, depois do terceiro ou quarto paciente que atendesse, ele ficaria exaurido. Não existe isso. É verdade que já se acreditou em magnetismo animal, em jorei, a partir do mesmerismo, que é hipnotiismo.Isso tudo teve vários nomes no começo das pesquisas. Mas foi muito bem estudadado e se concluiu que é uma farsa.Parapsicologicamente, algumas vezes é possível uma pessoa desprender energia, além do calor, mas é uma energia somática, a telergia, que se transforma e se exterioriza em forma de som, de fogo, de aura. Mas a telergia só age espontaneamente, nunca com hora marcada, e somente sobre objetos e animais pequenos. Nunca sobre animais grandes ou sobre o homem. Isto já está provado cientificamente. O que Pacini diz fazer é puro charlatanismo. A parapsicologia internacional está disposta a dar 10.000 dólares a cada um dos curandeiros- podem se reunir todos - se eles forem capazes de emitir energia e curar uma cárie dentária...


16 - A Teologia da Libertação é um movimento necessário na Igreja Católica?


Necessário ou não é um movimento dentre as centenas de movimentos que há dento da Igreja. Acho que é um chamado de alerta muito interessante, porque havia certos descuidos, certos desvios pastorais. Cristo, quando estava no deserto, havia feito opção preferencial pelos pobres e houve um momento em que a Igreja Católica na América Latina se desviou daquele ensinamento de Cristo.


17- A Igreja Católica está preocupada com o crescimento das religiões evangélicas?


Está. Os que não se preocupam deveriam se preocupar, porque existem hoje 11.000 religiões no mundo. Isto é de doer o coração de Cristo que queria que fôssemos um só rebanho e um só pastor. Os que dispersam o rebanho não são os pastores que Cristo queria.


18- O movimento carismático é visto como uma fórmula que a Igreja Católica encontrou para tentar combater o crescimento das igrejas evangélicas. Procede?


O movimento carismático não foi arquitetado pela igreja para combater o pentecostalismo. Os carismáticos foram organizados na América (Estados Unidos) e, por consequência, foram se espalhando pelo mundo.


19- O senhor acredita em vida extra-terrestre?


Tem que existir. Mas isto é uma dedução filosófica. Penso, entretanto, que se existe uma raça humana, tanto material quanto espiritual, seria um absurdo Deus ter criado no planeta Terra tanta variedade, tantas espécies, e fora daqui, existirem outros milhões de planetas sem vida. Pensar que só está habitada esta partícula de pó, que é a Terra, é filosoficamente inadmissível.. Agora, que se comuniquem conosco pelos chamados ovnis (objetos voadores ão identificados) nunca alguém demonstrou algum caso concreto de que tenhamos sido visitados por alienígenas e suas naves.


20- Por que os psicólogos e psiquiatras criticam tanto a parapsicologia? Na sua opinião, é preconceito ou há mesmo uma polêmica científica?


A parapsicologia está muito bem estudada e os últimos a não aceitarem esta ciência são os psquiatras e os psicólogos.Parapsicologia, psicologia, psiquiatria são palavras que sugerem a psique. Qualquer profissional de psicologia e psiquiatria considera que a psique é sua especialidade, mas, como não entende de parapsicologia, sai dizendo que "isso não é uma ciência". E se opõe automática e instintivamente. A parapsicologia nada tem a ver, propriamente com psicologia e psiquiatria. O psiquiatra estuda as manifestações anormais do psiquismo humano. O psicólogo estuda as manifestações normais. A parapsicologia é o conjunto dos ramos das ciências (física, química, medicina, filosofia, teologia). É uma ciência que estuda o comportamento não frequente, à margem do normal, extraordinário, relacionado com o homem ou a outras forças da natureza. Qualquer manifestação da natureza, antes de ser negada, deve ser estudada. E é a parapsicologia que estuda os fenômenos incomuns. Roger Bacon (monge britânico franciscano- 1212/1294 -, conhecido como Doutor Admirável, que preconizou a ciência experimental) reagiu numa época em que a religião se metia e dava palpite em tudo, e que logo atribuia ao demônio o que não entendia. Ele defendeu que as manifestações desconhecidas deveriam ser estudadas em laboratórios e as análises repetidas à exaustão.


Entrevista- Padre Quevedo para o Jornal "Opção" de Goiânia (Léo Alves-Euler Belém-Marcelo Caixeta- Antonio José de Moura -Licínio Leal Barbosa)


21 Qual a utilidade da Parapsicologia? Além das contribuições valiosas já mencionadas?

É tão útil quanto ou mais que a Medicina, a Psicologia e outras ciências pois ela é essencialmente libertadora. O homem moderno vive cercado de medos de demônios, espíritos, de homens com poderes, extra-terrestres, de forças secretas, de ameaças cósmicas, de fantasmas, de visões e de comunicações do além, etc.. E mostrar a esse homem que tudo isso é proveniente do próprio homem, de suas energias psicofísicas, de suas faculdades espirituais, é libertá-lo de temores, é torná-lo consciente e senhor de sí e de sua vida, que deverá ser mais feliz, e paralelamente, pela prova dos milagres, trazê-lo à verdadeira Religião Revelada.


22- E como está atualmente a Parapsicologia no Brasil?


Um número relativamente reduzido de pessoas possui uma idéia correta desta Ciência; a maioria tem uma idéia vaga e errada. Poucos brasileiros leram obras sérias e científicas sobre este assunto. Há além do mais, muitos conferencistas que se apresentam como professores de Parapsicologia e não o são, sendo na realidade, propagandistas de superstições.


23- Feitiço e mau-olhado também são estudados pela Parapsicologia?


São muitas as pessoas que sofrem porque se sentem enfeitiçadas, "alguém me fez um trabalho". Na realidade, o feitiço não tem poder algum. O efeito do feitiço nada mais é do que o próprio temor da pessoa que se sente enfeitiçada. Por causa da auto-sugestão negativa, esta pessoa pode se sentir doente, mas a causa da doença não está no feitiço e sim no medo da pessoa que se auto-sugestionou.


24- Falando do espiritual...acredita o senhor que há vida após a morte?


O tema da sobrevivência é estudado com especial interesse e atenção pela Parapsicologia. Em Durham, desde 1992, com a Instituição Mc Dougal, inaugurou-se a Fundação para Investigação da Natureza do Homem. Já antes, no Congresso Internacional de Parapsicologia de Saint- Paul de Vence (1954), os parapsicólogos e filósofos concluíram pela espiritualidade da faculdade. Em 1961, nos Estados Unidos, foi fundada a "Psychical Research Foundation" que publica o boletim THETA (da palavra grega que significa morte) no qual são expostos argumentos científicos em prol da sobrevivência. A sobrevivência é uma dedução lógica da espiritualidade que há no homem.


25- O que o senhor acha da telepatia? Seria algo equivalente a televisão, uma transmissão de ondas?


A faculdade que permite as comunicações telepáticas, cientificamente chama-se faculdade PSI-GAMMA e esta faculdade nada tem a ver com ondas, por ser faculdade não material. Nos seus primórdios, a Ciência, que era exclusiva e aprioristicamente materialista, ao estudar esses fenômenos, pensou que deveriam ser sensoriais, como a HIP, isto é, Hiperestesia Indireta do Pensamento. Este sim, poderia se assemelhar ás ondas da televisão, onde há emissões que são emitidas e captadas pela pessoa; como os aparelhos de televisão captam as ondas emitidas pela central.


26- O que é Parapsicologia?


É a Ciência que trata dos fenômenos misteriosos, a primeira vista inexplicáveis, porém relacionados com o homem. Já os povos antigos pretendiam invocar os mortos, faziam adivinhações e havia entre eles curandeiros. Já então eram conhecidas as "casas mal assombradas" . Posteriormente surgiram na Inglaterra, os cavalos encantados, os fantasmas e os bruxos. Datam de milênios os casos de pessoas ignorantes e analfabetos que, de repente, começam a falar línguas desconhecidas, pessoas que se levitam, pessoas endemoninhadas, etc. Os fatos que ainda hoje se repetem, são iguais; interpretados, porém de modo diferente e com finalidades específicas. Uns atribuem-nos aos demônios, outros a gênios, a deuses, e hoje está em moda, principalmente no Brasil, atribuí-los aos mortos. Podemos dizer que a Parapsicologia é o conjunto de ramos da ciência que estuda e estabelece a diferença entre verdadeiros e falsos milagres; os fundamentos verdadeiros ou falsos das religiões.


27- Que visa então a Parapsicologia?

Como ciência tem a finalidade de constatar e analisar esses fenômenos. Essa constatação científica nos permite fazer certas afirmações seguras; o que ra outrora atribuído a entidades do além, a Parapsicologia provou serem de origem humana, isto é, trata-se de faculdades ou "poderes" do próprio homem vivo. Menos os verdadeiros milagres, exclusivos de Deus. A ciência vê o ambiente do fenômeno supranormal (milagre), e constatou: só em ambiente religioso divino.


28- E no caso da pictografia de Luiz Antonio Gasparetto? Os espíritos pintam através dele?


Por que Luiz Gasparetto, em vez de pintar autores impressionistas, que ele conhece, não pinta um autor que não conhece? Ele treinou a vida inteira para a pictografia- é um automatismo. A psicografia em geral se provoca com toda a facilidade. Dfizem que são os mortos. Por que chico xavier não psicografa em latim? Ele diz que Emmanuel era um senador romano dos tempos de Cristo reencarnado no padre Manuel da Nóbrega. Então teria de se manifestar em latim. Mas a psicografia só sai em português e de autores que ele conhece. Não digo que seja truque, mas é um fenômeno claramente humano. Gasparetto também, só com autores que ele conhece. Ele treinou a vida toda para isso. Levamos algumas pinturas de gasparetto ao diretor do Museu de Arte Moderna e ele disse que, se aquilo fosse do autor ao qual se atribui e ele renascesse das cinzas, morreria de novo, de susto. As pinturas são apenas semelhantes, feitas com habilidade e uma rapidez típicas de todos os automatismos. Em um estado alterado de consciência, quando os automatismos tomam conta da máquina humana, quem não é especialista se surpreende. Mas reflitam um pouco: se fossem os mortos, por que nunca psicografam em latim, alemão ou russo??


29- O senhor costuma dizer que as manifestações parapsicológicas não devem ser fomentadas ou desenvolvidas, mas curadas. Esse posicionamento não encontra respaldo em todas as teorias parapsicológicas já desenvolvidas. Existem linhas de estudo, que inclusive pensam o contrário: que as faculdades são uma evolução natural do ser humano e devem ser estimuladas. O senhor não acha perigoso tentar conter uma capacidade mental que pode ser inerente ao ser humano?


Cada vez que se fala de uma casa mal-assombrada, de pirogênese, logo surge uma epidemia de casos. Faríamos um mundo de loucos, de hipernervosos, porque ninguém manifesta um fenômeno parapsicológico em estado normal, só em estado alterado de consciência. Telepatia, por exemplo, todo mundo tem alguma vez. Mas uma casa mal-assombrada, uma levitação, uma transfiguração, uma pirogênese, uma autocombustão, são desequilíbrios. Plenamente normal, equilibrado, ninguém manifesta sequer uma telepatia, que é o fenômeno mais vulgar. O estado alterado poderá ser uma emoção, um sonho, o barulho dos atabaques, que causa uma desritmia cerebral, ácido lisérgico, peyote mexicano, cânhamo índico, mescalina, contágio psíquico, morte aparente, uma febre alta. Por outro lado, isso surge do inconsciente e o consciente não reconhece como próprio. Assim, há a necessidade de atribuir algo a alguém, e a pessoa pensa que tem poderes divinos, de espíritos, exus, orixás, fadas, ondinas, salamandras, larvas astrais, gênios, mahatmas; interpretações delirantes que levam à dupla personalidade. Um instituto que promete fomentar os fenômenos parapsicológicos vai atrair muito, vai estar cheio de seguidores, mas não é científico. Os fenômenos devem ser curados.


30- Independente desse posicionamento, outras linhas de pesquisa não acham que os fenômenos são algo para ser "curado".


Volto a dizer: temos de ver os argumentos. A Parapsicologia européia é a melhor experimentação de laboratório, com observações de casos espontâneos, experimentação qualitativa e teoria, com deduções a partir das experiências e pesquisas. Não só com a experimentação de laboratório, que acontece na escola norte-americana - só estatística matemática e laboratório. A escola norte-americana tem seu mérito, pois convenceu a UNESCO e a OMS a aceitar a Parapsicologia como científica. Na realidade, é um erro da ciência nos últimos três séculos e meio, só aceitar a metodologia materialista da repetição em laboratório. Mas não é científico querer que a realidade se adapte ao método. O método é que tem que se adaptar à realidade. Acabaram por aceitar a percepção extra-sensorial por método material de pesquisa, o que demonstra que se trata de um aspecto menor dos fenômenos psi-gamma, tão amplos que se manifestam até em laboratório, com aquela situação de enervar, com a estatística matemática querendo captar coisas tão "emotivas" quanto o baralho zener. Pois a emotividade é comprovadamente um fator muito importante. Então, há escolas que opinam por falta de conhecimento. É preciso aprofundar e ver os argumentos.


31- O senhor se referiu aos fenômenos paranormais como sendo sempre espontâneos e incontrolãveis, e que é impossível produzí-los com hora marcada, senão pode-se tratar de um truque. Ligando essa afirmação com aquela sobre a escola norte-americana, sabe-se que existe uma série de experiências realizadas em laboratório, inclusive com o "paranormal" Uri Geller, que esteve no Stanford Institute, na Universidade de Londres, no Japão e em várias outras por todo o mundo. Segundo os cientistas que o examinaram, os poderes dele são reais. Foram comprovados em laboratório.


Uri Geller era um mágico profissional num night club em Jaffa, perto de Tel Aviv. Tivemos um debate de mais de 5 horas com a Manchete e a Rede Globo. Uri Geller versus Padre Quevedo: nocaute no primeiro round. Demonstrei e ficou claríssimo que ele não dominava o fenômeno. Isso de dobrar um talher, ele fazia por truque. Ele argumentou que entre o público, às vezes, o fenômeno acontece. Claro! Naquele ambiente que ele havia criado, com toda sua simpatia, seria impossível não surgir uma paracinesia entre milhões de telespectadores. Ele disse que foi demonstrado no Stanford Research Institute, que era verdadeiro. Mentira! Isso é publicidade dele. Lá, demonstraram que era truque, que ele usava um micro rádio que colocava num dente oco para lhe transmitir as informações. Que o fenômeno pudesse ser autêntico, sim. Mas que eles tivessem demonstrado que uri Geller fazia quando queria e como queria, não. Dizem que alguma vez poderia ser verdade. Mas quando ele aparecia na televisão, eram truques e técnicas, e isso foi demonstrado. Então não é verdade o que Uri Geller diz. Isso é propaganda dele. Le reconheceu que era truque.


32- A transcomunicação instrumental, que o senhor avaliou em seu quadro no Fantástico, foi explicada como um fenômeno parapsicológico- ou seja, influência da mente. O senhor também já disse que os fenômenos parapsicológicos não podem ter hora marcada. Mas, em alguns casos de transcomunicação, o fenômeno ocorre com hora marcada: as pessoas marcam dia, hora e local para a comunicação chegar. Como se explica isso?


Esse senhor se preparou para o debate por muito tempo. As palavras que ele esperava, "Ramatis Presente" , são as mesmas que ele já tinha apresentado em vários outros congressos, assim como as imagens, de modo que no programa, ele pretendeu enganar.E ficou claro que estava enganando, só que a Rede Globo, naquela oportunidade, não quis terminar o debate e anunciou que vai continuar. Vamos deixar de lado o uso da eletrônica, porque com a eletronica se captam coisas de muito longe.Vamos simplificar, para sermos experimentadores. Com ele eu tirei uma caneta e coloquei em cima da mesa- está tudo filmado- e disse: " Vamos nos afastar a 50 metros de distância, junte todos os espíritos dos mortos e façam a caneta mexer. A parapsicologia internacional dá 10 mil dólares se ele mexer a caneta. Se não são capazes todos juntos de movê-la a mais de 50 metros dos vivos, por que andam dizendo que fazem quando querem? Isso é um fenômeno humano que precisa da energia corporal do vivo, perto, aqui e agora. Não age no futuro nem no passado. É uma energia realmente física.




33- Alguns espíritas dizem que o canal, ou médium, é uma espécie de decodificador, e por isso existem essas diferenças.


O fanático sempre encontra uma saída, mas têm de prová-la.A ciência demonstra que ESP (Percepção extra-Sensorial) não tem tempo, não tem distância, não tem obstáculos, e apresenta contraprovas como a senha e muitas outras. Quem tiver outra explicação que dê a prova. Não basta "poderia ser".


34- E os casos de Telepatia, com as experiências de transmissão de mensagens e imagens de um continente a outro?


Telepatia. Está provado que a Percepção extra-sensorial não tem tempo, não tem distância e não tem obstáculos. Então já está explicado. Por que vamos atribuir ao além, o que está sobejamente explicado por psi-gamma?? Só para argumentar, temos as experiências das senhas. Os espíritas que fundaram a SPR e muitos outros depois deles, deixaram, antes de morrer, uma frase que só eles conheciam, fechada e lacrada. A idéia era que se, depois de mortos, eles pudessem se comunicar, a frase ou senha teria de aparecer. Não basta que imitem o estilo, pois isso qualquer falsário faz. Tem de ter a senha. Pois, desde que se iniciou a experiência da senha, jamais apareceu. NUNCA. Com Chico Xavier não apareceram as senhas deixadas por Monteiro Lobato- uma com Dona Ruth Fontoura, de São Paulo, outra com o Dr. Godofredo Rangel, diretor do jornal "O Dia" do Rio de Janeiro. Chico Xavier imitou seu estilo muito bem. Tem gente que faz melhor, tem mais cultura. Ele é sempre muito cordial, sempre aparece um "meus queridos", o que não aparece no autor que ele imita. Isso é do seu caráter. E também quando descreve outras épocas, aparece uma assexualidade, que é o problema dele. Tem um problema psicológico não superado e esse problema aparece. Outros imitariam muito bem, sem deixar aparecer tanto a personalidade. Mas as senhas não apareceram, então não é Monteiro Lobato e o mesmo digo de qualquer outro.


35- Por que alguns fenômenos paranormais são explicados pelas teorias da parapsicologia, e os milagres não?


Grande número de teólogos liberais protestantes e católicos modernistas negaram os milagres dizendo que logo serão explicados. Aqui vamos analisar os fatos. Ninguém vai negar a verdade histórica das profecias bíblicas, que ultrapassam o período de dois séculos dos fenômenos psi-gamma (precognição em no máximo dois séculos). Temos também os cadáveres incorruptos. Se fosse um fenômeno natural, teria em todas as religiões, em todas as épocas, em todos os povos. Citem-me um cadáver incorrupto que não seja em ambiente divino-católico. Ou um milagre que não seja em ambiente judaico antigo, até dois séculos antes de Cristo, depois cristão e, após as separações em protestantes e cismáticos, exclusivamente católico. A ciência nega o fenômeno porque não consegue reproduzi-lo em laboratório, mas isso não é ser cientista. Mas analise-os quando quiserem- são milagres permanentes. Em Lanciano, uma hóstia ficou incorrupta por 13 séculos e se converteu em carne humana, viva. Está lá.Todos os milagres ocorrem em ambiente judaico, cristão, católico, sucessivamente.


36- Mas em outras religiões também se fala da ocorrência de milagres, e as pessoas não concordam com esse ponto de vista.


Qualquer bobagem é milagre ou então milagre é uma bobagem. Expulsou o demônio, saiu caminhando, tinha um tique nervoso e agora está bem. Algum caso de devolução de uma perna? Os católicos tem muitos. Algum caso de devolução de uma mão? Os católicos têm muitos. Alguma cura instantânea de um leproso? Temos muitas.






37- Principalmente entre as religiões orientais são citados também inúmeros casos de milagres, inclusive de pessoas que foram ressuscitadas. É assim com babaji ou os milagres de revitalização de Sai Baba, que são encarados como milagres da mesma forma como foram os de Jesus ou dos apóstolos.






Da mesma forma, de jeito nenhum. Sai Baba, vamos chamar-lhe uma vítima de seu irmão, que é bom no marketing. Sai Baba tira um pó da manga, converte um papel em um metal.Não há mágico que não saiba fazer isso. Mas dizem que revitalizou mortos. Que se comprove um caso. É tudo lenda e exageros. Tenhamos em conta que, para os indianos, tradicionalmente, verdade é aquilo que é bonito. E para nós, verdade é aquilo que corresponde à realidade. Que me mostrem um caso comprovado de um cadáver, morto de morte morrida, comprovado no hospital, enterrado, e que cinco ou oito dias depois, tenha recuperado a vida e as forças.Procurei em toda a pesquisa dos melhores parapsicólogos do mundo, mas, tirando as lendas, as coisas para exaltar a figura do herói, tirando a mentalidade oriental, não há nenhum caso comprovado de revitalização de mortos. E os católicos têm aos milhares.


38- Se nos referirmos à época bíblica, também ninguém viu. Está tudo relatado numa série de textos que, inclusive foram alterados ao longo desses dois mil anos, ou traduzidos e retraduzidos. Em outras religiões acontece o mesmo, ou seja, a prova que se têm são relatos que vêm de milhares de anos. Qual a diferença entre um e outro?


Uma diferença enorme. Se só existissem os milagres bíblicos, que são orientais, tremendamente exagerados, a crítica histórica desconfiaria. Será que, de boca em boca, uma pulga não vira um elefante? Em parapsicologia, exige-se o chamado "efeito bumerangue". Se só tivessem existido naquela época, se poderia duvidar, mas existiram naquela época e vêm se repetindo até o ano 2000. Não há nenhum milagre bíblico que não tenha se repetido ao longo da história centenas de vezes.


39- Outras religiões afirmam o mesmo, ou seja, que os milagres de antigamente vêm se confirmando até hoje.


Dizem. Mas comparar os milagres budistas (por exemplo) com os milagres católicos é uma tremenda aberração, porque são claramente lendas típicas, são exageros.


40-Não é apenas uma questão de Fé diferente?


Tem de ver o que se entende por Fé. Fé é acreditar numa doutrina, pela autoridade daquele que a revelou. Isso é Fé. Ora, a Fé tem de ser racional, não infantil. Temos de saber dar motivo. Os milagres são o que fundamenta o que está realmente revelado, e que não foi inventado. Comparar os milagres divinos judaicos, cristãos, católicos com os milagres hindus, budistas, etc, é uma monstruosidade. É completamente diferente.


41- O senhor também se manifestou contrário à noção de uma regressão a vidas passadas seja real. No entanto, existe uma quantidade razoável de psicólogos e psiquiatras no mundo, hoje que estão se rendendo às evidências. O senhor pode falar um pouco sobre isso?

Vou prescindir da possibilidade. Vamos analisar os fatos. Aqui em São Paulo, tanto o Conselho Regional de Psicologia como posteriormente, o Conselho Regional de Psiquiatria, caçam o título de psicólogo ou psiquiatra a quem fizer regressão. Eles dizem que não são regressões a vidas passadas, mas sim a experiências passadas. É um modo de disfarçar, de atrair e enganar. Pode-se explicar o fenômeno de outra maneira que não seja reencarnação. Contraprovas. Que se faça uma regressão a uma época que supere o período abrangido pelos fenômenos psi-gamma- entre passado e futuro, mais ou menos dois séculos (prazo existencial) . Que nos digam uma coisa que se encontre fora do prazo existencial. Por exemplo, o mundo está cheio de hieróglifos maias, etruscos, persas, antigos egípcios, que nenhum arqueólogo conseguiu decifrar. Allan Kardec não disse que ao desencarnarmos recuperamos os conhecimentos das vidas anteriores, e esses conhecimentos seriam o que estaria causando traumas aqui:? Já de início, uma contradição. Aprende-se aqui, lembra-se lá e, ao reencarnar, nos esquecemos, mas ainda assim causa o trauma? Contraditório. Se já aprendeu aqui, devia recordar-se aqui e não lá. E como vai causar o trauma aqui se só se relembra no além? O que os vivos no nosso globo não sabem, nunca ninguém manifestou. Não é reencarnação. Existe também a precognição, que é mais frequente que a retrocognição. É mais comum adivinhar o futuro, e não signiica que esteja se lembrando. Então, se é possível adivinhar o futuro, o que tem demais em se adivinhar o passado? Ser reencarnacionista é um direito que as pessoas tem, mas que provem a reencarnação. Na teologia, no primeiro Concílio Ecumênico da história, quando os cristãos formavam um só bloco, já se definia que a alma humana sem corpo não existe.


42- Mas dizem que até o Concílio de Constantinopla II, a religião católica aceitava a reencarnação?



Isso foi dito por Banerjee, e é uma calúnia. O Concílio de Constantinopla condenou a tese de Tertuliano, sobre a pré-existência das almas, por influência de Platão, que achava que as almas pré-existiam e depois vinham ao nosso mundo. Não fala de reencarnação, fala de pré-existência das almas no mundo das iséias.Deturparam o Concílio de Constantinopla, pois a Igreja nunca foi reencarnacionista. Nunca. É uma de tantas calúnias.

43- O que o senhor pensa sobre as experiências próximas à morte ou de quase morte?


Elizabeth Kubler Ross e Raymond Moody dizem que o fenômeno é frequente e sempre igual. Na realidade, os grandes parapsicólogos que estudaram isso demonstram que é falso. Não é frequente, é raríssimo, e é um fenômeno parapsicológico, espontâneo. Num mundo tão grande, podemos encontrar muitos casos. Eles dizem que é sempre igual, mas eles mesmo se refutam. Uns vêem uma luz. Claro, se der um golpe na cabeça, apertar os olhos, vai ver uma luz. Se fizer muita oxigenação, como no ioga, vai ver luzes. Identificam como Jesus Cristo. Mas será que Jesus Cristo se adiantou, não sabia que a pessoa não tinha ainda morrido? Outros dizem que viram um túnel e uma luz ao fundo; ou um mar, e ao longe, a margem; ou um deserto e ao fundo, um oásis. São muito diferentes e não são frequentes, mas raros. É claro que uma pessoa que está próxima da morte está perdendo todo o tônus muscular. Mesmo quando estamos dormindo, temos o OBE-out of the body experience, (experiência fora do corpo) - a sensação de que saímos ou que estamos caindo. O fenômeno se explica muito bem, naturalmente, e não tem a ver com o além. Elizabeth Kubler Ross e Raymond Moody fizeram uma coisa que chamou a atenção, mas não são especialistas e deram uma interpretação de ficção, não de ciência.


Gilberto Schoereder Revista-"Sexto Sentido" -

44-As pessoas que apresentam paranormalidade são de certo modo prejudicadas,ou é justamente o contrário?

Elas são prejudicadas porque indica um estado alterado de consciência mesmo que seja passageiro. O nome "paranormal" está errado. Os fenômenos extranormais são sensoriais, fenômenos paranormais são extra-sensoriais, e os fenômenossupra-normais são os milagres. A pessoa que apresenta os fenômenos parapsicológicos não são paranmormais, e sim psíquicos. Paranormal significa extrasensorial, e ninguém é extrasensorial. Portanto, não é um Dom, e sim um desequilíbrio. As faculdades, todo mundo tem: a manifestação é a margem do comum, parapsicológico. Não se deve desenvolver sim, curar.

45-O Senhor acha que tem alguma maneira da pessoa se livrar desse fenômeno?

Com um tratamento com um psicólogo, médico ou psiquiatra, que saibam parapsicologia, para não cair nas mãos de supersticiosos que vão dizer: "Você é médium, tem que desenvolver, senão os espíritos vão se vingar". É tudo absurdo! Ninguém é médium, não se deve desenvolver e sim, curar. Aqui no Brasil se desenvolve muito; uns atribuindo aos eso espíritos, outros a demônios, orixás, mahatmas, larvas astrais, gênios, etc... tudo errado! São interpretações supersticiosas porque antigamente não sabiam interpretar. A parapsicologia acabou com tudo isto.

46-Qual a diferença entre uma pessoa normal e um psíquico?

Um psíquico é sempre uma pessoa que tem seu sistema psíquico desequilibrado. Plenamente normal, equilibrado, ninguém manifesta fenômenos parapsicológicos, que é uma psicorragia, onde escapa o fenõmeno parapsicológico. Quanto mais tiver, mais doente. A manifestação de fenômenos parapsicológicos é um momento de desequilíbrio, uma psicorragia, uma doença, mesmo que seja passageira.

47-Então não tem jeito de controlar o inconsciente?

O pré-consciente, o subconsciente, sim: é o que faz o psicólogo. O inconsciente parapsicológico ninguém controla, e não se deve mexer nesse "ninho de marimbondo", porque o consciente não tem controle sobre o inconsciente que é enormemente superior. O inconsciente pegaria as "rédeas" da máquina humana e a pessoa acabaria com dupla, múltipla personalidade.


48-O que o senhor explica sobre objetos que somem de um lugar e aparecem em outro?

Isto se chama aporte, uma energia corporal dirigida pelo inconsciente, chamada de telergia, que age somente sobre animais pequenos (e os mata), plantas, objetos e sobre sí mesmo. Entre tantos fenômenos que se devem à telergia, o aporte é desfazer uma matéria, convertê-la em energia e depois se materializar de novo. É um dos fenômenos mais frequentes. Como não sabiam interpretar, pensavam que eram demônios ou espíritos maus que vinham se vingar. Não tem nada a ver com o Além. Uma pessoa viva a menos de 50 metros que tenha uma descarga de telergia, energia corporal, exteriorizada, dirigida pelo inconsciente. A mais de 50 metros, nunca acontece nada. Na verdade, menos: num momento talvez chegue a 10, 12 metros. Quando se juntam forças, quem sabe chega a 15, 17 metros... Bom, põe 50 que não tem perigo de perder a aposta.

49-Qual é a sua posição sobre telepatia?

O nome telepatia é popular, o nome internacional é psigama (psi=alma; gama = conhecimento). O nosso inconsciente conhece presente, passado e futuro de todo o nosso globo, numa margem de dois séculos entre eles. Tudo o que acontece é conhecido alguma vez, especialmente se é um fato emotivo. Mas ninguém domina a telepatia. Então, uma pessoa que abre um consultório de adivinhação, como se dominasse a faculdade é um charlatão. Os fenômenos existem, mas são parapsicológicos, isto é , à margem do comum, são espontâneos e incontroláveis.

Entrevista ao Jornal Theorema

50- O senhor foi suspenso pela Igreja por causa do seu livro "Antes que os demônios voltem" ?

Eu nunca fui suspenso pela Igreja. Foi unicamente um superior meu que me mandou ficar em silencio e proibiu aquele meu livro. Fiquei em silencio 6 anos: Todo o tempo do mandato daquele superior. Eu fiz voto de obedecer. Posteriormente a Igreja e os meus Superiores maiores intervieram dando-me a razão, e o livro foi publicado de novo com grandes elogios.



50- O que senhor tem a dizer sobre a Inquisição ?



Naquela época a Inquisição mandava matar as bruxas porque todos, os governos, o povo e a própria Igreja, acreditavam que elas tinham poderes demoníacos, e matavam também judeus porque temiam que se apoderariam de todas as riquezas do mundo (a lenda do “Protocolo dos Sábios de Sião”). Incriminar hoje, somente a Inquisição, é alienação. Não se pode julgar o proceder antigo com a mentalidade moderna. E pior ainda após os crimes modernos do Nazismo, do Comunismo, etc.


E poderia aludir às grandes perseguições religiosas ao Catolicismo, desde seus inícios, com milhares e milhares de mártires. Perseguições pela religião politeísta estatal do Império Romano, pelo Islã durante o império Muçulmano, pelo Budismo e Confucionismo na China e Japão, pelo Hinduísmo e Bramanismo na Índia, pelas religiões animistas na África, etc., etc. (e até deveríamos considerar também as calunias levantadas contra o Catolicismo pela IURD, pelos espíritas, etc.). Acaso alguma religião sofreu tantas e tais perseguições como as que sofreu o Catolicismo? Citar a Inquisição e deduzir daí que o Catolicismo “é o maior vilão da história da humanidade” é... como mínimo um enorme disparate.

52- Os livros de auto-ajuda funcionam?

Muito cuidado com os livros de auto-ajuda, pensamento positivo, etc. Se tivéssemos idéias positivas só sobre nossas reais possibilidades seria muito útil. Mas acontece que as pessoas, quanto mais desequilibradas, mas se aferram à auto-ajuda com pensamentos desparafusados: uma fábrica de loucos. Estas pessoas só devem aceitar os pensamentos positivos que o psicoterapeuta lhes recomendar.
PARAPSICOLOGIA E ESPIRITISMO


FENÔMENO ANÍMICO E MEDIÚNICO

Podemos sistematizar todos os fenômenos da Natureza em dois grandes grupos: fenômenos físicos e fenômenos psíquicos.


Os fenômenos físicos são aqueles produzidos pelas forças da pró¬pria natureza, estudados pelas Ciências físicas, químicas, astronômi¬cas, biológicas, etc.


Os fenômenos psíquicos, como o nome indica, são aqueles produzi¬dos pelo psiquismo humano (Psiquê+mente=Espírito).


Hernani Guimarães Andrade, conceituado parapsicólogo espírita, divide os fenômenos psíquicos produzidos por pessoas hígidas ou sa¬dias em:


a) Fenômenos Psíquicos Normais: aqueles cujo mecanismo causal se enquadra no conjunto das leis conhecidas. São fenômenos aceitos e estu¬dados pela Ciência convencional.


Ex.: Leitura, agressividade, medo, escrita, etc.;


b) Fenômenos Psíquicos Paranormais: são os fenômenos psíquicos que não encontram ainda uma explicação plausível, cujo mecanismos ainda não fazem parte do conjunto das leis naturais conhecidas. Esses fenôme¬nos, pelo fato de não poderem ser explicados, não são aceitos ainda pela Ciência Oficial. Os fenômenos paranormais são de dois ti¬pos funda¬mentais: anímicos e mediúnicos.


Anímicos: o termo animismo, já existente, foi utilizado com novo significado por Alexandre Aksakof, profundo estudioso das Ciên¬cias psíquicas, conselheiro científico da Academia Russa de Ciência. Este autor apropriou-se da expressão latina "anima" (=alma) para de¬signar os fenômenos paranormais que eram produ¬zidos pela própria alma hu¬mana.


Mediúnicos: o termo mediunidade foi usado pela primeira vez por Allan Kardec para designar a faculdade inerente a todas as pes¬soas, que as colocavam em comunicação com seres extra-corpóreos. Por¬tanto, os fenômenos mediúnicos são aqueles fenômenos paranormais que, para a sua produção, necessitam da atuação de seres desencarnados.






Fenômeno Anímico Fenômeno Mediúnico


a) Não há interferência de seres espirituais a) Há interferência de seres es¬pirituais


b) Participam do fenômeno um ou mais elementos encarnados b) Participam do fenômeno pelo menos dois elementos: en¬carnado e desencarnado


c) agente gerador: sensitivo (metagnomo) c) agente gerador: médium


d) Fenômenos estudados pela Parapsicologia d) Fenômenos estudados pelo Espiritismo


PRINCIPAIS FENÔMENOS ANÍMICOS


a) Telepatia: consiste na percepção do conteúdo mental ou da emoção de outro indivíduo, ou, como se diz correntemente, a trans¬missão do pensamento. A telepatia é um fenômeno quase geral entre os Espíritos desencarnados, mas quando evidenciada entre dois seres en-carnados, vai configurar um fenômeno anímico.


b) Clarividência: consiste na visualização de coisas do mundo físico através de corpos opacos ou a distância. Através da clarividên¬cia, o sensitivo é capaz de identificar aspectos no corpo humano à seme¬lhança de um aparelho de raios X, identificar cenas que estão se desen-rolando em locais distantes e mesmo visualizar coisas dentro de caixas ou recipientes hermeticamente fechados. Não devemos confundi-la com a VIDÊNCIA, que é a visualização de cenas ou en¬tidades do mundo espi¬ritual, portanto, um fenômeno mediúnico.


c) Clariaudiência: trata-se da percepção paranormal de sons da esfera física. Ruídos, frases, músicas não audíveis pelas pessoas co¬muns e que são registrados pelo sensitivo. Difere da audiência, onde são captados sons do mundo espiritual.


d) Pré-cognição: é o conhecimento antecipado de um fato que ainda não ocorreu. Conhecida também com o nome de Pressentimento ou Premonição.


e) Retro-cognição: é o registro de um fato acontecido no pas¬sado através da percepção extra-sensorial, ou seja, sem a utilização dos sentidos comuns.


f) Psicocinesia: trata-se da fenomenologia anímica que permite ao sensitivo agir sobre a matéria utilizando-se apenas da força emi¬tida pela sua mente. Através da energia liberada pela mente do para¬normal, são evidenciadas transformações em objetos, materializações diversas e mesmo modificações na forma e na fisiologia humanas.


g) Automatismo Psicológico: esta expressão foi empregada por Pierre Janet (considerado o pai da Psicologia) para designar aquelas situações onde o inconsciente do indivíduo assume a mente consciente e passa a liberar idéias e emoções lá arquivadas. Podemos encontrar este tipo de fenômeno nos casos de recordação espontânea de vidas passadas, nos casos raros quando o indivíduo assume personalidades anteriores (Personalidades múltiplas), ou, ainda, nas reuniões mediúni¬cas, quando o inconsciente do médium se comunica através dele. Esta última con¬dição, comumente designada através do termo ANIMISMO, é re¬lativamente comum nos médiuns iniciantes, e tende à dissolução com progressivo bu¬rilamento da faculdade mediúnica.


ANÁLISE CRÍTICA DA DIVISÃO ANÍMICO-MEDIÚNICO


Esta classificação dos fenômenos paranormais em anímicos e me¬diúnicos é puramente teórica e objetiva apenas uma sistematização di¬dática para facilitar a compreensão do tema.


O que se observa na prática é que os fenômenos estão comumente interligados.


Nos fenômenos mediúnicos, donde os seres espirituais desempe¬nham papel relevante, o intermediário (médium) jamais está inativo, partici¬pando de forma dinâmica na produção do fenômeno. Com isto, fica claro que em todo fenômeno mediúnico há um forte componente anímico.


Os fenômenos anímicos, por sua vez, muitas vezes são secunda¬dos pelos Espíritos amigos, que contribuem diretamente na sua pro¬dução, o que nos leva a afirmar que muitas vezes nos fenômenos aními¬cos se evi¬dencia um envolvimento mediúnico bem definido.


Muitas vezes, portanto, na prática diária torna-se impossível determinar eficientemente se um fenômeno que nos é apresentado tem um componente anímico ou mediúnico preponderante, pois, teoricamente, pode¬ria ser classificado em ambas as categorias.


Exemplos de fenômenos que podem ser ora anímicos e ora mediúni¬cos: intuição, cura, desdobramento, bicorporeidade, transfigu¬ração, translação de objetos, levitação, psicometria, etc.


O QUE É A PARAPSICOLOGIA


É uma disciplina científica de investigação dos fenômenos inabi¬tuais, de ordem psíquica e psicofisiológica. E uma nova forma de desen¬volvimento da Psicologia, pois estuda as fronteiras desconheci¬das da Psicologia. (Psicologia é o estudo das idéias e sentimentos do ser humano, estudando os fenômenos psíquicos habituais). O obje¬tivo da Parapsicologia é o estudo dos fenômenos psíquicos não habi¬tuais, mas ape¬sar disso, naturais.


Não é uma Ciência nova, pois é milenar. Fatos paranormais têm acompa¬nhado o homem desde as mais remotas épocas. Como Ciência, foi pre¬cedida pela Metapsíquica, criada por Charles Richet na Universi¬dade de Paris, que fez vários estudos de fenômenos paranormais. Pode¬ríamos dizer que a Metap¬síquica seria a Parapsicologia antiga. Outros notá¬veis metapsiquistas, foram: Willian Crookes, Eugênio Osty, Gus¬tavo Ge¬ley, Alexandre Aksakof, Oliver Lodge, César Lombroso, etc. Suas teo¬rias eram combatidas mais por preconceitos do que por falta de méritos científicos.


Em 1922, Charles Richet, apresentou em Paris o "Tratado de Metapsí¬quica", dividindo os fenômenos metapsíquicos em SUBJETIVOS e OBJETIVOS, que equivalem a PSI-GAMA e PSI-KAPA para a Parapsicologia.


A Parapsicologia teve sua origem no ano de 1930 com o Profes¬sor Joseph Banks Rhine, que dirigiu o primeiro laboratório de Parapsicolo¬gia do mundo, na Duke University, em Carolina do Norte, Estados Unidos da América. Podemos considerar o Prof. Rhine como o pai da Parapsico-logia Moderna, que inicialmente estudou, com deta¬lhes, a tele¬patia e a clarividência. Em l940, após dez anos de estudos sérios, o Prof. Rhine, afirmou:


"O Homem pode perceber por outra via que não a dos sentidos físicos. Esta percepção extra-sensorial é ex¬tra-física, e pode ser estudada em laboratório".


A Parapsicologia moderna, tem duas grandes escolas: ESCOLA DE RHINE, que aceita os fenômenos parapsicológicos como fenômenos extra-físicos; ESCOLA DE LEONID VASSILIEV (Escola Russa), que aceita os fe¬nômenos paranormais como de natureza fisiológica (materiais, do corpo físico). Estas discrepâncias não invalidam nem prejudicam o de¬senvolvimento da Parapsicologia, que se processa com a mesma rapidez nos dois campos ideológicos. Assim, poderíamos dizer que a Parapsico¬logia, estuda os fenômenos paranormais e discute a sua origem. De acordo com a Escola, a explicação poderia ser ou não simpática à idéia da sobrevivência espiritual do Homem. A controvérsia existe no campo parapsicoló¬gico como em qualquer outro.


A HISTÓRIA DO PSI


PSI é uma letra grega, que foi escolhida por Weisner e Thou¬les para designar, do ponto de vista científico, os fenômenos para¬normais. Era necessário dar a esses fenômenos uma designação livre de implica¬ções interpretativas. O uso dos termos "fenômeno espiritual", "espiritóide", "metapsíquico", "hipnótico" seriam aceitos por uns e rejeitados por outros estudiosos, por este fato, escolheram o termo PSI, pois mostra que se trata de fenômeno paranormal, sem se definir entretanto qual a sua origem.


Os fenômenos PSI dividem-se em dois tipos aceitos por pratica¬mente todos os parapsicólogos:


a)PSI-GAMA: ou os subjetivos de Richet, os efei¬tos mentais como: telepatia, clarividência, clariaudiência, xenoglosia, etc.;


b)PSI-KAPA: ou os objetivos de Richet, os efeitos físicos, ação da mente so¬bre a matéria: como levitação, transportes, desvios de pe¬quenos corpos, etc.


Alguns parapsicólogos modernos aceitam uma ter¬ceira categoria de fenômenos paranormais:


c)PSI-TETA: fenômenos paranormais com interferência do "mundo dos mortos".


OS FENÔMENOS PSI-GAMA


Os dois efeitos PSI-GAMA mais estudados pela Parapsicologia são: a clarividência e a telepatia.


Clarividência é a capacidade de ver a distância através de ob¬jetos. Foi o primeiro fenômeno paranormal estudado e comprovado pela Parapsicologia - por Rhine em 1940 - utilizando-se de um baralho (Cartas de ZENER). O paranormal "adivinhava" qual carta apareceria de uma forma estatisticamente significativa. A clarividência está aceita e comprovada por todos os parapsicólogos; o seu mecanismo que é discu¬tido. Seria de origem física ou extra-física?


Telepatia é a capacidade de se comunicar a distância, sem o uso da fala. É a linguagem do pensamento. Tem sido fartamente estu¬dada em todo mundo com vários interesses, inclusive astronáuticos e milita¬res. É outro fenômeno aceito mundialmente, sendo discutido sua origem, se física ou extra-física (Escola de Rhine ou Escola de Vas¬siliev).


Outro fenômeno estudado e aceito pela maioria dos parapsicólo¬gos modernos é a Regressão de Memória; esta regressão poderá chegar a vida intra-uterina ou mesmo a vidas anteriores. Os primeiros estudos cientí¬ficos são de Albert De Rochas, do Instituto Politécnico de Pa¬ris, usan¬do o hipnotismo como método de regressão de memória. Rochas e outros de sua época, foram ridicularizados. A Parapsicologia mo¬derna aceita e estuda profundamente a regressão de memória, alguns, inclu¬sive, para vi¬das anteriores. Eis algumas teorias para explicar o fenô-meno paranor¬mal:


1 - Teoria Reencarnatória: o fenômeno seria mesmo a reprodução de outra vida.


2 - Teoria da Memória Genética ou Cromossômica: o sensitivo li¬beraria uma memória gravada em seus cromossomas, vivida por seus an¬cestrais.


3 - Teoria de liberação de Recalques: o sensitivo liberaria seus projetos e desejos recalcados. Existem ainda várias teo¬rias ten¬tando explicar a Regressão de Memória.


OS FENÔMENOS PSI-KAPA


Seriam os fenômenos paranormais evidenciados pelo efeito da mente sobre a matéria. São conhecidos desde a Antiguidade, como as ben¬zeduras, etc. Para Rhine, o fenômeno Psi-Kapa ocorre sem qualquer fator intermediário entre a mente e a matéria: "A mente possui uma força ca¬paz de agir sobre a matéria. Produz sobre o meio físico efei¬tos inex¬plicáveis por meio de uma energia ainda desconhecida". Estes estudos tiveram início na Duke University, em 1934, utilizando-se de dados e de "gotas d'água" que eram manipulados pela mente, do paranor¬mal. Para al¬guns outros parapsicólogos, para que a mente, possa agir sobre a maté¬ria, existiria um agente intermediário, ectoplasma (nome criado por Charles Richet). Caring¬ton, Soal, Price, Thoules, Crawford, Herculano Pires e outros, aceitam a necessidade da interfe¬rência do ectoplasma para que o fenômeno ocorra.


OS FENÔMENOS PSI-TETA


É o estudo dos fenômenos paranormais aceitando-se a interferên¬cia de "pessoas mortas" para que o fenômeno ocorra. O grupo de pesqui¬sadores dos fenômenos TETA também surgiu na Duke University, sob a di¬reção do Prof. Pratt. Escolheram a oitava letra grega, TETA, pois tam¬bém esta é a letra com que se escreve a palavra morte . O fenômeno PSI-TETA se revela, ou se mistura, com os outros dois tipos de fenôme¬nos PSI. Assim temos:


a)TETA-PSI-GAMA, ou seja, clarividência com a participação de pessoas mortas, só assim tornando o fenômeno possível.


b)TETA-PSI-KAPA, ou seja, psicocinesia com a participação ou in¬terferência de "mortos".


A MEMÓRIA EXTRA CEREBRAL


O estudo da Memória Extra Cerebral (M.E.C.), termo criado pelo Prof. Hamendras Nat Barnejee, é a preocupação mais recente da Parapsi¬cologia. Foi o Prof. Barnejee, na Universidade de Rajasthan, na cidade Jaipur, Índia, quem primeiro fez estes estudos cientificamente . Até l985, quando faleceu, este eminente pesquisador tinha em seu fichá¬rio aproximadamente 2.000 casos de comprovação de recordação de vidas pas¬sadas. A recordação de vidas anteriores, ou seja, o es¬tudo da M.E.C., pode se dar pela recordação espontânea das reencar¬nações ante¬riores (Método utilizado por Barnejee, Stevenson, Hernani Guimarães de An¬drade, etc) ou pelo uso do hipnotismo (Rochas, Raikov, Júlia Prieto Peres, etc).


O estudo da M. E. C. mostra o quanto o estudo da Parapsicologia tem crescido no sentido da verdade da sobrevivência do Homem. A po¬sição Espírita, tão rejeitada pela Ciência, é a mesma adotada pela Ciência na atualidade. A reencarnação passa a ser assunto de cientis¬tas e de universidades.


CONCLUSÃO


Como vimos, o estudo da Parapsicologia caminha a passos largos para explicar, cientificamente, o que o Espiritismo afirma há mais de um século. Para os parapsicólogos, o Espiritismo representa uma fase anti¬ga e superada no trato com o paranormal. Para o Espiritismo, a Pa¬rapsicologia representa esforço científico para a explicação dos fenô¬menos espíritas, louvável esforço que fará os homens da Ciência compreende¬rem a verdade do Espiritismo, dando-lhes uma visão mais bela e mais am¬pla da vida universal, como afirma Herculano Pires.


Finalizamos com as palavras do codificador da Doutrina Espí¬rita, Allan Kardec, considerado por muitos estudiosos dos fenômenos paranormais, como um dos mais eminentes parapsicólogos:


"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade."

(Enviado por Samantha Cordioli_SP_sábado_31/10/2009)14:30